Em São Paulo a solidão leva 61% dos idosos a procurar ajuda
Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo aponta que 61% dos idosos atendidos têm quadros de transtorno de
ansiedade e depressão.
Os dados foram recolhidos no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Psiquiatria, unidade especializada da pasta na Vila Maria, zona norte, e mostrou que muitos deles sofrem com a solidão.
Os dados foram recolhidos no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Psiquiatria, unidade especializada da pasta na Vila Maria, zona norte, e mostrou que muitos deles sofrem com a solidão.
"A depressão e os transtornos de ansiedade exercem um impacto
negativo na qualidade de vida dos pacientes nessa faixa etária, com
consequências diretas na saúde, uma vez que estão associados a um maior número
de doenças, como diabetes e hipertensão.
Tratar esses problemas é cuidar da saúde", diz o diretor do AME, Gerardo Araújo.
Tratar esses problemas é cuidar da saúde", diz o diretor do AME, Gerardo Araújo.
A solidão, causada muitas vezes pela morte do cônjuge, de amigos e
familiares, além do medo de morrer e das dificuldades financeiras após uma vida
toda dedicada ao trabalho, tem levado esse grupo de pessoas ao psiquiatra.
O número idosos atendidos na unidade, somando-se as consultas
médicas e as realizadas por psicólogos, terapeutas ocupacionais e profissionais
de enfermagem, foi de 960 em agosto de 2012, número maior do que o observado no
mesmo mês do ano passado (917) e quase oito vezes superior ao registrado em
agosto de 2010 (124), mês em que a unidade foi inaugurada.
Além do atendimento médico, os idosos em tratamento no AME
Psiquiatria também participam de atividades de terapia ocupacional, com
diferentes grupos, entre eles o de contadores de histórias e de atividades
manuais, tais como pintura em tela, pintura em objetos, fuxico e artes
plásticas.
Para ajudar os cuidadores dos idosos -- que tem até quatro vezes
mais chances de desenvolver quadros depressivos do que a população em geral--,
o AME Psiquiatria desenvolve trabalho específico para eles, por meio de
encontros semanais em grupo, quando se discute as principais dificuldades
enfrentadas durante a rotina de cuidado dos idosos.
Fonte – Folha de São Paulo – Cotidiano - 10/09/2012
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